domingo, 24 de agosto de 2014

Festas de Nossa Senhora da Luz

Realizam-se nos próximos dias 7, 8 e 9 de Setembro as tradicionais Festas de Nossa Senhora da Luz em Cortegaça e Coutinho Afonso.

Como de costume, na noite de dia 7 realiza-se a procissão das Velas, com saída de Coutinho Afonso. No dia 8 às 15H30 são recolhidos os cargos em Coutinho Afonso, que incorporarão a procissão, a sair depois da missa às 16H30 em Cortegaça.

domingo, 20 de julho de 2014

"Era uma vez... no Algueirão"

Mais uma vez, e com a devida vénia, fomos ao blogue de um ilustre morador no Algueirão nos anos 40 do século passado - João Celorico - recorrer às suas memórias (http://salvaterraeeu.blogspot.pt/2014/05/era-uma-vez-no-algueirao.html):


segunda-feira, 12 de Maio de 2014

Era uma vez ... no Algueirão !


Muitos dos que hoje deliram com os brinquedos electrónicos, não sonham sequer com o que fazia sonhar a miudagem de antigamente. Mais propriamente, vou falar da década de 40 do século passado.
Eu morava no Algueirão, que também não sonhava ser a urbe dos nossos dias. As nossas brincadeiras eram fruto da imaginação de cada um e do aproveitamento do que outros, já anteriormente tinham pensado e posto em prática.
Assim, além dos jogos da bola, das corridas de arcos com a gacheta em arame (guiador), dos jogos de berlinde (com os “abafadores”, o “contra mundo” e o “papa”), o “par ou ímpar” com os bonecos da bola,
a “revirada” (suponho que era assim que se dizia) também com os bonecos da bola ou as estampas das caixas de fósforos,






os jogos de pião (com os piões e “monas”) e o jogo da malha, ou chinquilho, este praticado já por mais crescidos ou adultos, ainda se saltava ao eixo e jogava à apanhada. Porém da imaginação e criatividade ainda saiam os “papagaios” de papel (a que nós chamávamos de “estrelas”)
e no Carnaval, as “bisnagas” eram improvisadas com dois pedaços de cana, em que um, de menor diâmetro, servia de êmbolo dentro do outro.
Mas havia sempre mais qualquer coisa para descobrir. Coisas mais sossegadas, tais como jogos de mesa, cartas, dominós (o normal e o de figuras) e vários jogos da “Majora”.
Ainda não havia “Lego” mas havia peças coloridas, em madeira, com as quais se faziam algumas construções. Nunca tive nada disto e recordo-me que delirava só de olhar para os restos duma velha tampa de caixa da “Meccano”, o supra sumo das construções daquela altura, tal como os comboios “Marklin”. Isto era só acessível a bolsas bem fornecidas e eram bem o entretenimento de muitos adultos que nem quase deixavam a miudagem tocar neles.
Posto isto, e como as nossas brincadeiras tinham de ser por nós criadas, aconteceu que eivados do fervor desportivo e nacionalista, também nós quisemos, orgulhosamente, comemorar os feitos da equipa nacional de hóquei em patins. Se bem o pensámos, melhor o fizemos e o João Manuel  deu a ideia de que uns primos, que moravam ali para os lados de Sacotes, estariam na disposição de vir ao nosso terreno de jogo, em plena rua poeirenta, pois claro. O hóquei não seria em patins e
uns calçariam sapatos, outros botas e por mero acaso não havia nenhum descalço. E éramos só cinco. Eu, o João Manuel, o Lino (morávamos na que é hoje a Rua de Santo Estêvão) e dois miúdos da rua onde se realizaria tão importante evento desportivo (hoje dita de Rua de São João). Acresce dizer que também não seria fácil arranjar mais gente para, por exemplo, organizar um jogo de futebol. A rapaziada, daquela idade, nas ruas em redor, era pouca
Chegado o dia aprazado, lá nos dirigimos para o local combinado, porque a mãe do que iria ser nosso guarda redes não lhe dava autonomia suficiente para ele sair de ao pé da porta, esperando a chegada da equipa adversária que havia de vir estrada abaixo. O tempo ia passando, não havia telemóveis e ia-se aproximando a hora do almoço. Cada um começou então a ter o seu problema. O guarda redes já tinha ouvido uma primeira chamada da sua mãe e nós não tínhamos suplentes. Depois dalgumas conversas lá conseguimos a disponibilidade do guarda redes por mais algum tempo. Por fim, lá apareceram, ao cimo da rua, os tão esperados atletas adversários e o nosso espanto foi total. Nem queríamos acreditar no que os nossos olhos viam. O nosso adversário levou muito a sério o convite para uma mera brincadeira e apresentou-se todo equipado a rigor, calção e camisola “à Benfica”, sticks a condizer e só não traziam patins porque não seriam adequados ao terreno de jogo mas traziam botas de futebol, com travessas, de acordo com o piso que iriam encontrar. Tudo à séria! E se a nossa primeira reacção foi de espanto, a seguinte, pelo menos da minha parte, foi de riso, um riso que hoje, à distância de mais de 60 anos ainda me vem à face, só de me lembrar da estranha situação. A razão de ser de tudo isto, era bem simples. A nossa equipa, dum amadorismo a toda a prova, equipava com a roupinha que trazia nas brincadeiras, sapatos ou bota cardada e nas mãos, orgulhosamente, ostentávamos aquilo que o nosso engenho e arte tinha achado perfeito para jogar hóquei, uns "tarolos" de couve galega
de cerca de 1 metro eram o stick mais económico e altamente ecológico. Escusado será dizer que a outra equipa não ficou menos incrédula com a situação e quase se recusaram a entrar em campo. Do jogo, a história é curta, o nosso guarda redes foi convocado, com urgência, para ir almoçar e isto acelerou o descalabro já previsto da equipa e eu diria que também desejado. Também, de urgência, eu corri direito a casa não sem antes encontrar o meu pai no caminho, desejoso de me aplicar o devido correctivo. O almoço estava na mesa, a arrefecer e eu, em contrapartida, se já ia quentinho do esforço do jogo, ainda levei um suplemento que nem atendeu à minha condição de esforçado desportista amador!
Além das sequelas da derrota em campo e fora dele, ficou pois o que foi um confronto entre o puro amadorismo e o que já se adivinhava de evolução tecnológica aplicada ao desporto, mesmo nas camadas jovens!


Legenda das imagens deste “post”:
1-       Caderneta de “bonecos da bola”. São os primeiros “bonecos” de que recordo, esta é a equipa do Sporting, da época de 1944/45 e eu ainda sem saber ler, conhecia-os mesmo que só me mostrassem o “boneco” apenas da cintura para baixo. (retirado de www.cadernetasdefutebol.blogspot.com)
2-       Estampa duma caixa de fósforos da época. Recordo uma bem bonita, com balões. (retirado de ????)
3-       O pião rodava na palma da mão. (retirado de www.willyrenan.wordpress.com)
4-       Lançando os “papagaios”, mais conhecidos como “estrelas”. (retirado de ???? )
5-       Caixa de jogos da “Majora”. (retirado de www.santoantoniodacharneca.olx.pt)
6-       Tampa de caixa da “Meccano”. (retirado de www.melright.com)
7-    Equipa nacional de hóquei em patins, campeã mundial em 1947. Na foto, em cima: Sidónio Serpa; Jesus Correia, Cipriano Santos, Olivério Serpa e Álvaro Lopes. Em baixo: Correia dos  Santos e José Prazeres (treinador). (retirado de www.mundodesportivo.wordpress.pt)
8-       Couve galega e o seu “tarolo” pronto para fazer de stick. (retirado de wikipédia)

quinta-feira, 20 de março de 2014

80 anos do trágico desaparecimento de Brito Pais em Coutinho Afonso

Com a devida vénia, transcrevemos um post do blogue "O Reino de Klingsor" -
http://reinodeklingsor.blogspot.pt/2014/02/80-anos-do-tragico-desaparecimento-de.html -, acerca de um acidente aéreo ocorrido em Coutinho Afonso há 80 anos:


sábado, 22 de Fevereiro de 2014


80 anos do trágico desaparecimento de Brito Pais em Coutinho Afonso

  António Jacinto da Silva Brito Pais nasceu em Colos, Vila Nova de Milfontes, a 15/7/1884. Ingressou na Escola do Exército em 1907, onde cursou Infantaria. Serviu no Batalhão de Caçadores 5 e na Companhia do Niassa, donde regressou por doença, em 1912. Obteve o brevet de piloto na Escola de Avord em 1917. Antes tinha combatido com a infantaria 15 do CEP, sendo condecorado com a Cruz de Guerra, a Torre e Espada e e Legião de Honra francesa. Com o fim da Grande Guerra, foi colocado no comando da Esquadrilha de Bombardeamento e Observação do Grupo de Esquadrilhas de Aviação "República". É aí que juntamente com Sarmento de Beires tentou a malograda ligação aérea à Madeira em 1920, com o "Cavaleiro Negro". Fez em 1924 o raid a Macau, com o mesmo Sarmento de Beires, e com Manuel Gouveia. Comandou ainda o Grupo de Aviação da Amadora, tendo vindo a falecer tragicamente, a 22 de Fevereiro de 1934, num choque em pleno voo de dois aviões Morane, em Coutinho Afonso, no Algueirão. Era tenente-coronel e tinha então 50 anos.


80 anos do trágico

domingo, 16 de março de 2014

quarta-feira, 12 de março de 2014

Festas de S. José - 14, 15, 16.Março

As Festas de S. José realizam-se no próximo fim de semana - 14, 15 e 16 de Março. O programa:

 As grandes atracções:
Edna Pimenta - 14.Mar, 23H00

 Zé do Pipo - 15.Mar, 24H00
 
Magos do Ritmo - 16.Mar, 21H00
 

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Visita do Presidente da Junta de Freguesia a Coutinho Afonso

O Presidente da Junta de Freguesia de Algueirão-Mem Martins, Dr. Valter Januário, visitou no passado dia 05 de Fevereiro Coutinho Afonso.

Esta visita foi proposta e agendada pelo Sr. Presidente após pequena reunião com alguns moradores realizada na sede da Junta na semana anterior.

Os aspectos que mereceram especial atenção do Presidente da Junta foram os seguintes:

  • Segurança na circulação dos peões (inexistência de passeios e insuficiência de passadeiras)
  • Valorização do largo do Rossio
  • Aspectos ambientais (sucatas, lamas residuais, etc.)
  • Limpeza e conservação da fonte de mergulho
  • Reparação da cobertura do lavadouro
  • Antigo lavadouro (actualmente soterrado)

Na oportunidade o Presidente abordou responsáveis do empreiteiro das actuais obras de construção da ETAR e infraestruturas de saneamento básico, solicitando esclarecimentos sobre a abertura de novas valas em arruamentos e a deposição de resíduos da obra no largo do Rossio. O empreiteiro prestou esclarecimentos sobre essas obras e comprometeu-se a remover a curto prazo os resíduos e a proceder à devida limpar do largo.
 

O Sr. Presidente da Junta manifestou ainda grande interesse pelo trabalho de cantaria que constituiu até há alguns anos a principal ocupação profissional da população de Coutinho Afonso, tendo visitado uma oficina de cantaria na vizinha povoação de Cortegaça.

sábado, 11 de janeiro de 2014

Crime ambiental no Penedo de Cortegaça

Há já alguns anos que o Penedo de Cortegaça vem sendo objecto de crimes ambientais.

A ofensiva foi iniciada na década de 90 do século passado e início deste século, com a exploração clandestina de pedreira, levada a cabo por uma "família tradicional" da Terrugem, que, entre vários "feitos", destruiu a estação arqueológica neolítica do "Penedo da Cortegaça" (5.000 a. C. - 2.000 a. C.).


Na altura alguns moradores de Coutinho Afonso e das Raposeiras denunciaram a situação às autoridades ambientais e conseguiram travar a continuação da exploração. Naturalmente que, de acordo com a legislação já existente na altura, para além da punição dos responsáveis, os danos provocados deveriam ter sido reparados, sendo, nomeadamente, cobertas e florestadas as áreas de pedreira ilegalmente abertas.

As razões de tal não ter sido efectuado nunca foram conhecidas, mas certamente que  as influências da tal família e o compadrio e ou a corrupção das autoridades regionais e locais são a única explicação aceitável.

Mas na actualidade, e aproveitando a degradação provocada anteriormente, os crimes ambientais continuam.

São-no a deposição das lamas residuais das oficinas de cantaria da zona na antiga pedreira, que se vem já traduzindo na contaminação das águas da serra - na proximidade dessa pedreira é já impossível usar a água proveniente de furos ou poços, mesmo para rega, uma vez que as plantas são "queimadas" por essas águas.

 Também a colocação de detritos no interior da pedreira e nos seus acessos se vem acentuando, completando a degradação de uma área extremamente rica do ponto de vista histórico, geológico e paisagístico.




Sobre a riqueza histórica e geológica do Penedo da Cortegaça podem ser consultados neste blogue: