sábado, 31 de agosto de 2019

Festas de Nossa Senhora da Luz 2019

Realizam-se nos próximos dias 6, 7 e 8 de setembro as tradicionais festas em honra de Nossa Senhora da Luz em Cortegaça e Coutinho Afonso.


O programa divulgado no Jornal de Sintra do passado dia 28 de agosto:
No dia 6, início da festividade, será celebrada missa às 10.30, e às 17 h actuará o Rancho Folclórico “As Lavadeiras” do Sabugo. Em seguida apresentar-se-ão o Grupo Coral do Centro de Convívio dos Pensionistas e Idosos de Maceira e o Rancho Folclórico “As Mondadeiras” do Algueirão, e às 21.30 haverá karaoke e danças de salão com o grupo do Sporting Club de Cortegaça.
No dia 7, às 21.30, realizar-se-á a Procissão das Velas, que sairá de Coutinho Afonso; e às 22.30 terá lugar o baile, abrilhantado pelo conjunto Renascer.
Dia 8, terça-feira, às 15 h, a Banda da S.F.I.R.F. de Lameiras percorrerá as ruas de Coutinho Afonso e Cortegaça, na recolha dos cargos, e às 16.30 será celebrada missa, seguida de procissão. Às 18.30 a mesma banda realizará um concerto, e às 22 h haverá baile, ao som dos acordes do conjunto HPP.
No dia 9, quarta-feira, a encerrar os festejos realizar-se-á, às 18 h, uma divertida garraiada.

domingo, 7 de julho de 2019

"Pêro Pinheiro em Festa", 1952

Os folhetos de cordel (*) eram uma forma de "expressão literária" usada já desde o século XVI.

Na região saloia esses folhetos teriam conhecido em meados do século passado uma utilização mais expressiva, de que é um delicioso exemplo o folheto de 1952 "Pêro Pinheiro em Festa", programa de uma  "revista em 2 actos interpretada por crianças das escolas primárias de Pero Pinheiro,  que tão grande êxito alcançou", reproduzido reproduzimos a seguir.

(Muitos dos atores desta peça são certamente ainda vivos, sendo conhecidos muitos dos apelidos da região - Pardal, Janota, Jerónimo,  Urmal, Pechilga, etc.).




(*) O que eram os folhetos de cordel?
(...) designação dada às folhas soltas ou folhetos de carácter popular que se penduravam num cordel nas portas das livrarias ou que eram vendidas por vendedores ambulantes. Nessas folhas, que abundaram nos séculos XVI, XVII e XVIII, havia novelas, romances, motes glosados, peças de teatro. (...) O sucesso da literatura de cordel deveu-se ao elevado custo dos livros por oposição ao dos folhetos. (in https://www.infopedia.pt/$folhetos-de-cordel).

(...) gênero literário popular escrito frequentemente na forma rimada, originado em relatos orais e depois impresso em folhetos. Remonta ao século XVI, quando o Renascimento popularizou a impressão de relatos orais, e mantém-se uma forma literária popular no Brasil. O nome tem origem na forma como tradicionalmente os folhetos eram expostos para venda, pendurados em cordas, cordéis ou barbantes em Portugal.[3] No Nordeste do Brasil o nome foi herdado, mas a tradição do barbante não se perpetuou: o folheto brasileiro pode ou não estar exposto em barbantes. Alguns poemas são ilustrados com xilogravuras, também usadas nas capas. As estrofes mais comuns são as de dez, oito ou seis versos. Os autores, ou cordelistas, recitam esses versos de forma melodiosa e cadenciada, acompanhados de viola, como também fazem leituras ou declamações muito empolgadas e animadas para conquistar os possíveis compradores.
Para reunir os expoentes deste gênero literário típico do Brasil, foi fundada em 1988 a Academia Brasileira de Literatura de Cordel, com sede no Rio de Janeiro.[4]
Em 19 de novembro é comemorado o "Dia do Cordelista", em homenagem ao nascimento de Leandro Gomes de Barros, nascido em 19 de novembro de 1865.[5]

domingo, 7 de abril de 2019

Presidente da Junta de Freguesia visita Coutinho Afonso

No passado dia 4 de abril o Sr. Presidente da Junta de Freguesia de Algueirão-Mem Martins visitou Coutinho Afonso, onde se inteirou de vários problemas da aldeia, nomeadamente:

  • Circulação automóvel selvática, com completo desrespeito pelo único semáforo e elevados riscos de atropelamento dos peões e animais (é imperiosa a colocação de lombas)
  • Trânsito de pesados no interior da povoação (não é uma inevatibilidade,  existe alternativa)
  • Inexistência de passeios (ou outras formas de circulação segura) para peões
  • Estacionamento abusivo junto nos espaços junto à fonte e ao Largo
  • Desmatação irregular e incompleta
  • Ausência de limpeza das linhas de água
  • Apropriação do espaço público (junto à ponte, p. ex.)
  • Obstrução do acesso à ponte medieval e estrada romana
  • Falta de valorização do maior espaço público da povoação Largo do Rossio (criar área para piqueniques, p. ex.)
  • Inexistência de transporte público para a sede da freguesia

O Sr. Presidente referiu que irá visitar novamente Coutinho Afonso para definir, com os serviços competentes, alguns trabalhos a realizar, o que esperamos se concretize a curto prazo.

Entretanto a aldeia foi objeto da tão necessária desmatação, como o atestam as fotos seguintes:

domingo, 16 de dezembro de 2018

Gilbardeira, a flor de Natal

O Natal está à porta, anunciado nos locais frescos e sombrios de Coutinho Afonso pela Gilbardeira.

Também conhecida por "Javardeira", era um dos símbolos do Natal da minha infância em Coutinho Afonso. Nas semanas anteriores ao Natal ia-se ao Penedo colher o musgo e também a Gilbardeira, com grande cuidado para não deixar cair as sua "bolinhas" vermelhas; estas flores/ arbustos eram depois colocadas num jarro com água, onde se mantinham bem verdejantes muito para além do Natal. Depois de secas ainda serviam para varrer, daí o nome de "vasculhos" por que também são conhecidas.


Existe alguma informação acessível na Internet sobre a Gilbadeira, de que destacamos: