Depois de transportada, geralmente em bilhas de barro, era necessário armazena-la nas casas. Na casa da minha avó o reservatório principal da água para consumo era esta magnífica vasilha (fala-lhe a torneira):
Coutinho Afonso é uma pequena aldeia da freguesia de Algueirão-Mem Martins, no concelho de Sintra. Situa-se no nordeste dessa freguesia, no limite com a de Pero Pinheiro, possuindo actualmente cerca de 100 habitantes.
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sábado, 6 de julho de 2013
A água em Coutinho Afonso
Nos tempos em que Coutinho Afonso não tinha água canalizada - o abastecimento de água foi concretizado pouco tempo antes do 25 de Abril -, a sua recolha era feita na fonte de mergulho, na "bica" do antigo lavadouro ou em poços particulares.
O trabalho na pedra em Coutinho Afonso
Coutinho Afonso insere-se geograficamente no que se pode designar de "área dos mármores de Pero Pinheiro".
Para além do trabalho na agricultura, o "trabalho na pedra" era (e ainda o é em certa medida) o ganha-pão dos homens, que trabalhavam nas serrações de Cortegaça, Morelena, Palmeiros, Fação, Pero Pinheiro.
E essas serrações eram também escolas de formação: ao longo dos anos, quando a emigração era a única saída para uma vida dura, de exploração e miséria, era o ofício da pedra que proporcionava a saída para a emigração.
Os canteiros de Coutinho Afonso trabalharam em muitas das grandes obras deste país mas também pela Europa fora; da minha família, por exemplo, os meus tios trabalharam nas obras do santuário de Fátima e um deles deu o salto para Paris.
Mas Coutinho Afonso deu à luz muitos outros artistas canteiros - Joaquim Pechilga, na vertente da arte estatutária foi um deles, com excelentes obras reconhecidas e espalhadas pelo país - ver http://coutinho-afonso.blogspot.pt/2009/05/pedra-e-arte-de-bem-talhar-2-cadernos.html
É possível ainda hoje ver por Coutinho Afonso bons exemplos do trabalho da pedra, de elementos de cantaria nas construções, a outras "cantarias funcionais":
Para além do trabalho na agricultura, o "trabalho na pedra" era (e ainda o é em certa medida) o ganha-pão dos homens, que trabalhavam nas serrações de Cortegaça, Morelena, Palmeiros, Fação, Pero Pinheiro.
E essas serrações eram também escolas de formação: ao longo dos anos, quando a emigração era a única saída para uma vida dura, de exploração e miséria, era o ofício da pedra que proporcionava a saída para a emigração.
Os canteiros de Coutinho Afonso trabalharam em muitas das grandes obras deste país mas também pela Europa fora; da minha família, por exemplo, os meus tios trabalharam nas obras do santuário de Fátima e um deles deu o salto para Paris.
Mas Coutinho Afonso deu à luz muitos outros artistas canteiros - Joaquim Pechilga, na vertente da arte estatutária foi um deles, com excelentes obras reconhecidas e espalhadas pelo país - ver http://coutinho-afonso.blogspot.pt/2009/05/pedra-e-arte-de-bem-talhar-2-cadernos.html
É possível ainda hoje ver por Coutinho Afonso bons exemplos do trabalho da pedra, de elementos de cantaria nas construções, a outras "cantarias funcionais":
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Dia de S. Pedro
Hoje é o dia de S. Pedro, dia do Município de Sintra.
Para celebrar o dia de S. Pedro, alguns S. Pedros originários da arte popular (mais especificamente do "figurado de barro", como agora se designará a cerâmica popular) de Barcelos:

Duas peças de Francisco "Mistério" (altura = 115 mm e dimensões = 85 mm x 120 mm - ordem ascendente)
Não resistimos ainda a apresentar um Cristo do patriarca Domingos "Mistério" (altura máxima = 140 mm):
Para celebrar o dia de S. Pedro, alguns S. Pedros originários da arte popular (mais especificamente do "figurado de barro", como agora se designará a cerâmica popular) de Barcelos:

Peça de Vítor Baraça (altura = 250 mm).
A arte da cerâmica da família Baraça foi iniciada por Ana Baraça (1904-2001), seguida depois pelo seu filho Fernando e agora pelos três netos: Carlos, Vítor e Moisés.
Peça de Júlia Ramalho (altura = 180 mm).
Júlia Ramalho é neta da sobejamente conhecida Rosa Ramalho (1888-1977).
Duas peças de Francisco "Mistério" (altura = 115 mm e dimensões = 85 mm x 120 mm - ordem ascendente)Francisco é um dos dois filhos (o outro é Manuel) de Domingos "Mistério" (1921-1995).
Não resistimos ainda a apresentar um Cristo do patriarca Domingos "Mistério" (altura máxima = 140 mm):
Dois sítios na Internet recomendados sobre os ceramistas populares de Barcelos: http://cm-barcelos.pt/, http://galegossantamariaonline.blogspotcom/, e ainda o do recém-ressuscitado Museu de Arte Popular http://map.imc-ip.pt/.
segunda-feira, 29 de junho de 2009
"Recordação do Algueirão"!
Quem diria que o Algueirão também já teve recordações/lembranças (souvernirs, recuerdos)?
Pois há para aí 50/60 anos vendiam-se pelo menos nas lojas do Crispim Lopes Miranda estas canecas:




Também há cerca de 50 anos eram vendidos copos com a imagem da nova igreja (inaugurada em 15 de Agosto de 1960) e a indicação "Lembrança do Algueirão":

Pois há para aí 50/60 anos vendiam-se pelo menos nas lojas do Crispim Lopes Miranda estas canecas:




Canecas em louça: 76 mm (altura) x 80 mm (diâmetro da boca). Marca no fundo - "DESOL"
Também há cerca de 50 anos eram vendidos copos com a imagem da nova igreja (inaugurada em 15 de Agosto de 1960) e a indicação "Lembrança do Algueirão":

Copo em vidro: 142 mm (altura) x 72 mm (diâmetro da boca)
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