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terça-feira, 9 de maio de 2017

Falecimento de Jesuína Domingas Antunes

Foi ontem a sepultar no cemitério de S. Marçal, em Sintra, a natural de Coutinho Afonso que maior longevidade terá atingido - Jesuína Domingas Antunes, com 104 anos completados no passado dia 9 de janeiro.

Artigo do jornal "A pena" de 24 de outubro de 2002 sobre as gémeas Jesuína e Basalisa:

Notícia de jornal local da Malveira de 01 de fevereiro de 2013 sobre o 100.º aniversário de Jesuína Domingas Antunes:

quinta-feira, 11 de julho de 2013

O meu avô Eleutério

O meu avô materno Eleutério Sebastião nasceu em Cortegaça em 20 de fevereiro de 1902, filho de António Sebastião Angelino e de Eufémia Maria.



Veio a casar com a minha avó Joaquina Antunes, de Coutinho Afonso, em 23 de abril de 1927. Do casamento nasceram quatro filhos: Eduardo, António, Maria de Jesus e Jesuína.
O meu avô  Eleutério Sebastião era Carreiro e trabalhava numa empresa de transformação de mármores/serração, propriedade de um Vistas. O seu trabalho era fazer o transporte de materiais para a serração de pedra numa carroça puxada por bois.

No dia em que faleceu, tinha ido durante a madrugada à Praia de Magoito ou à de S. Julião carregar areia. No regresso, cerca das 05H00, na descida de Morelena/Pero Pinheiro, na direção de Pero Pinheiro, quando travava a carroça, ter-se-á inclinado demasiado a manobrar o travão (manivela) e o seu casaco/capa prendeu-se numa das rodas, arrastando-o para debaixo do carro de bois.


Terá falecido no hospital de S. José no próprio dia do acidente, 13 de Dezembro de 1936.

Deixou a minha avó Joaquina com três crianças, mais uma ainda não nascida:
 O meu tio Eduardo do lado direito do fotografia, a minha mãe ao cento e o meu tio António à esquerda; na barriga da minha avó a minha tia Jesuína.

A minha mãe tinha 5 anos, não foi certamente fácil


Mas da vida da tropa do meu avô Eleutério também existem elementos curiosos.

Foi alistado em 25 de setembro de 1922 para servir até aos 45 anos de idade pertencendo ao contingente de 1922.

Assentou praça em 12 de janeiro de 1923 e saiu em 22 de maio de 1924. Apresentou-se a última vez (na Granja do Marquez) em maio de 1936.













terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Centenário de Jesuína Antunes - 2

Ainda o centenário de Jesuína Domingas Antunes, a mais idosa conterrânea de Coutinho Afonso: um jornal regional da Malveira publicou no passado dia 1 uma notícia sobre o seu 100.º aniversário:

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Centenário de Jesuína Antunes

Hoje, dia 09 de Janeiro de 2013, Jesuína Domingas Antunes, faz 100 anos.

Jesuína é hoje a mais antiga natural de Coutinho Afonso viva - desejamos que conte muitos mais anos.

Filha (gémea, com Basalisa Domingas Antunes) de Vicente Antunes e de Jacinta Domingos, Jesuína foi casada com Álvaro. Residiu cerca de 20 anos no Brasil, em Recife, tendo desde o seu regresso vivido novamente em Coutinho Afonso. Há pouco tempo a saúde não permitiu que continuasse a viver sózinha, tendo passado a residir com a sua filha única, Rosália, que todos os domingos volta com a sua mãe à casa de Coutinho Afonso.



Artigo do jornal "A Pena" de 2002 sobre as gémeas Jesuína e Basalisa

sábado, 11 de junho de 2011

Figuras do Algueirão - Joaquim Rodrigues

Uma das figuras proeminentes do Algueirão contemporâneo foi sem dúvida Joaquim Rodrigues(N. Fontão, Castanheira de Pera, 14.Mai.1913-F. Algueirão, 24.Fev.1986).



Homem bom, solidário, dado à comunidade muito mais que ao seu bem-estar pessoal, desempenhou, entre muitas outras missões, o papel de "regedor" da freguesia.

Socorremo-nos de um artigo publicado no jornal da sua terra - Castanheira de Pera -, "O Castanheirense" n.º 1765, de 30-09-2004, para traçar o retrato de "Uma vida a favor da comunidade":

Joaquim Rodrigues:
Uma vida de trabalho a favor da comunidade

Sabia que no concelho de Sintra, em Algueirão-Velho, existe um largo a que a toponímia sintrense atribuiu o nome de um castanheirense? E que nesse largo, a população ergueu um busto em memória deste nosso conterrâneo?
Leia uma história, que para além de nos encher de orgulho, como castanheirenses, é um exemplo de humanidade e dedicação ao próximo. Desinteressadamente, apenas pela sua enorme necessidade de ser solidário.
A sua maior dádiva à Sociedade não foi em espécies ou dinheiro, embora tivesse despendido algum, mas sim em disponibilidade e trabalho em prol da comunidade, sendo por estes predicados que ficará para sempre ligado à história desta localidade sintrense.

Nasceu no Fontão, em 14 de Maio de 1913. Como tantos castanheirenses de então, as opções de futuro na terra natal eram poucas: indústria de lanifícios ou lavoura. Ambas tinham horizontes de pobreza. Cedo os seus pais ponderaram em o mandar para a zona de Sintra, para o tio Joaquim, que ali tinha um pequeno comércio.
E com apenas 8 anos e meio, o nosso Joaquim chegou à Várzea de Sintra, trazendo calçados os tamancos, cuja chapa amarela tinha areado durante as longas horas de viagem, até brilhar como ouro!
Ainda menino, aos 10 anos, emprega-se na firma José Lopes Miranda, em Algueirão Velho, tendo como patrões Crispim e Artur Lopes Miranda, e nesta casa comercial fica até morrer, durante 63 anos. Durante estas mais de seis décadas, nunca gozou férias, e as únicas folgas que teve era para se deslocar à terra (Fontão, Castanheira de Pera), por ocasião de algum casamento, baptizado ou funeral de familiares.
Foi casado com Maria das Dores Gomes Rodrigues, tendo da união do casal nascido dois filhos, Maria Estefânia e José António.
O seu espírito solidário leva-o, desde que a idade o permitiu, a colaborar activamente em instituições onde pudesse ser útil. Teve como parceira prioritária a Sociedade Recreativa e Desportiva do Algueirão, onde foi tesoureiro durante 40 anos, mas também as Casas do Povo da região, onde era feita a assistência médica à população, chegando a ser responsável, simultaneamente, pelas Casa do Povo de S. Pedro de Penaferrim (S. Pedro de Sintra), e de Santa Maria e São Miguel de Sintra. Fez também parte da Junta de Freguesia de Algueirão. Em nenhuma destas instituições ocupou lugares de presidência ou remunerados, e todo o seu trabalho era desenvolvido em horário pós laboral: depois de longos dias de trabalho, e aos domingos.

Mas foi na Sociedade Recreativa e Desportiva do Algueirão que a sua actividade mais se fez notar. Apaixonado pela música, fundou e impulsionou grupos musicais e corais, sendo ainda fundador do Rancho Folclórico As Mondadeiras do Algueirão. Foi também por sua iniciativa que foi elaborado o hino S.D.R.A., composto pelo músico e seu amigo, Azor.



Joaquim Rodrigues segurando, com o meu pai,
a bandeira dos Recreios Desportivos do Algueirão


Muitos trabalhadores, na sua maioria vindos do Alentejo, que soubessem tocar um instrumento, arranjavam emprego por seu intermédio, oferecendo-lhes por vezes e quando as distâncias assim o impunham, uma bicicleta. Também alguns castanheirenses que procuraram aquelas paragens para se radicarem, tiveram em Joaquim Rodrigues o amigo que abriu portas para que encontrassem uma situação estável.
Ainda na S.R.D.A. instituiu a sopa dos pobres, que durante anos serviu 15 refeições por dia.
Mas a sua obra maior foi o Centro de Assistência Médica, que ainda funciona em anexo à associação. Corriam os anos sessenta, e Joaquim Rodrigues apercebia-se que uma das graves lacunas da terra onde morava era a deficiente assistência médica prestada às populações. Esta advinha principalmente da falta de instalações capazes para o efeito. Idealizou então construir uma casa capaz de albergar um consultório médico onde a população pudesse ser atendida. Com a colaboração da instituição e da população do Algueirão, com um dia de trabalho de um, um saco de cimento ou um punhado de tijolos e telhas de outro, e principalmente com muito trabalho seu e de seu filho, José António, a obra passou de sonho a realidade.
Contratado um médico o Dr. Molarinho, por 2.500$00 mensais, o Centro passou a atender gratuitamente, toda a gente que ali se deslocasse, duas vezes por semana. Ainda nos dias de hoje, o Dr. Molarinho, actualmente reformado, continua a prestar serviço, agora voluntário e gratuito, no Centro, que entretanto mudou o nome para Centro de Assistência Social do Algueirão. Ainda lhe sobrou tempo para promover a construção do chafariz e lavadouros públicos da localidade.
Como homem intimamente ligado à comunidade, era com frequência solicitado para colaborar com a Comunicação Social, tendo sido correspondente do Diário de Notícias, O Século, Diário Ilustrado, e também do nosso jornal, O Castanheirense.
Na memória de quem o conheceu fica, para além da imagem de homem empreendedor, a de homem disponível. Para todas as situações em que pudesse ser útil. Desde a organização da procissão da Nossa Senhora das Mercês, de que era titular do bastão, que recebeu após a morte do antigo titular, o seu patrão Crispim Lopes Miranda, ou das Festas de São José, até à disponibilidade de ir a Sintra ou a Lisboa tratar de algum assunto de um vizinho, conhecido, ou apenas de alguém que lho solicitou, sabendo que Joaquim Rodrigues estava sempre disposto a ajudar.
A sua morte, em 24 de Fevereiro de 1986, causou grande consternação no concelho de Sintra, e no Algueirão em particular. O seu funeral, que encheu a Igreja, seguiu a pé para o Cemitério.
Três anos mais tarde, por deliberação camarária de 8 de Março de 1989, o Município de Sintra distinguia-o com a Medalha de Mérito Municipal – Grau 1- Ouro, cerimónia que decorreu nos Paços do Concelho de Sintra, em 17 de Junho do mesmo ano.


Notícia do falecimento de Joaquim Rodrigues ("Jornal de Sintra")

No dia 1 de Dezembro do ano passado, o povo do Algueirão-Velho prestava-lhe uma justa homenagem, inaugurando o monumento erguido em sua homenagem, no largo que tem o seu nome, e onde fica a associação a que dedicou grande parte da sua vida.


António Carreira


Busto e Largo Joaquim Rodrigues




Agradecimento:
O Castanheirense agradece a José António Rodrigues, filho de Joaquim Rodrigues, as informações e as imagens que tornaram possível este artigo, bem como a Aldemiro Simões, que nos alertou para a premência de lhe ser prestada esta homenagem.


Notícia no jornal "Boletim 921" n.º 7. Ago.1984


Notas: a colectividade referida como "Sociedade Recreativa e Desportiva do Algueirão" trata-se dos RDA - Recreios Desportivos do Algueirão. As fotografias e outras imagens apresentadas neste post são da autoria do nosso blogue.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Joaquim Pechilga no RTP - PORTUGAL EM DIRETO

O nosso conterrâneo Joaquim Pechilga foi entrevistado para o programa "Portugal em Directo" da RTP1, tendo a gravação sido emitida na passada 4.ª feira, dia 16 de Fevereiro.



Eis aqui a ligação para a gravação de todo o programa, sendo a peça sobre Joaquim Pechilga apresentada ao minuto 17:


O link será: http://www0.rtp.pt/programas-rtp/index.php?p_id=19455&c_id=141&dif=tv&idpod=51899

domingo, 13 de setembro de 2009

A mais idosa habitante de Coutinho Afonso

Jesuína Antunes, com 96 anos, é a mais idosa habitante de Coutinho Afonso, onde nasceu.

Gémea de Basalisa (entretanto falecida), o jornal "A Pena" de Outubro de 2002 contou então parte da história das mais idosas gémeas do país:

Duas fotografias de Jesuína na sua juventude:

sábado, 2 de maio de 2009

"A PEDRA E A ARTE DE BEM A TALHAR", 2 - Cadernos do Património

Voltamos à figura de Joaquim Pechilga, para divulgar o livro A PEDRA E A ARTE DE BEM A TALHAR. A PROPÓSITO DE UMA OFICINA DE CANTEIRO TRADICIONAL, da autoria de Joaquim Leite, edição da Câmara Municipal de Sintra/Núcleo de Património Histórico e Antropológico da Divisão de Património Histórico-Cultural/DCT, Cadernos de Património 2, 2003.




domingo, 22 de fevereiro de 2009

"A PEDRA E A ARTE DE BEM A TALHAR" - Joaquim Pechilga

Joaquim Pechilga, habitante de Coutinho Afonso (mais conterrâneo que apenas habitante, apesar de ter nascido em Cortegaça) possui as mais altas distinções do concelho de Sintra e da freguesia de Algueirão-Mem Martins.



Essas distinções são devidas ao seu talentoso e esforçado trabalho como canteiro-escultor, profissão exercida desde sempre por muitos dos naturais ou habitantes de Coutinho Afonso e de Cortegaça.


O reconhecimento da sua personalidade e do seu trabalho foi registado em vários documentos, de que destacamos para já uma notícia e entrevista da revista "As Cidades e a Serra" de Novembro de 2004.




Em próxima oportunidade falaremos do livro A PEDRA E A ARTE DE BEM A TALHAR. A PROPÓSITO DE UMA OFICINA DE CANTEIRO TRADICIONAL, da autoria de Joaquim Leite, edição da Câmara Municipal de Sintra/Núcleo de Património Histórico e Antropológico da Divisão de Património Histórico-Cultural/DCT, Cadernos de Património 2, 2003.

Um bem-haja a Joaquim Pechilga.