Na vertente sul da serra de Coutinho Afonso, em especial próximo da povoação das Raposeiras, verifica-se a existência de alguns poços da água que são perigosos para as populações, uma vez que não se encontram vedados nem sequer sinalizados.
Veja-se este exemplo:
Mas as boas práticas também existem, e eram estas que imperavam até há poucos anos atrás - existia uma espécie de ética, de conduta social universal que impedia que alguém abandonasse uma poço nas condições do que vimos atrás.
Coutinho Afonso é uma pequena aldeia da freguesia de Algueirão-Mem Martins, no concelho de Sintra. Situa-se no nordeste dessa freguesia, no limite com a de Pero Pinheiro, possuindo actualmente cerca de 100 habitantes.
domingo, 14 de julho de 2013
quinta-feira, 11 de julho de 2013
O meu avô Eleutério
O meu avô materno Eleutério Sebastião nasceu em Cortegaça em 20 de fevereiro de 1902, filho de António Sebastião Angelino e de Eufémia Maria.
Veio a casar com a minha avó Joaquina Antunes, de Coutinho Afonso, em 23 de abril de 1927. Do casamento nasceram quatro filhos: Eduardo, António, Maria de Jesus e Jesuína.
O meu avô Eleutério Sebastião era Carreiro e trabalhava numa empresa de transformação de mármores/serração, propriedade de um Vistas. O seu trabalho era fazer o transporte de materiais para a serração de pedra numa carroça puxada por bois.
No dia em que faleceu, tinha ido durante a madrugada à Praia de Magoito ou à de S. Julião carregar areia. No regresso, cerca das 05H00, na descida de Morelena/Pero Pinheiro, na direção de Pero Pinheiro, quando travava a carroça, ter-se-á inclinado demasiado a manobrar o travão (manivela) e o seu casaco/capa prendeu-se numa das rodas, arrastando-o para debaixo do carro de bois.
Terá falecido no hospital de S. José no próprio dia do acidente, 13 de Dezembro de 1936.
Deixou a minha avó Joaquina com três crianças, mais uma ainda não nascida:
O meu tio Eduardo do lado direito do fotografia, a minha mãe ao cento e o meu tio António à esquerda; na barriga da minha avó a minha tia Jesuína.
A minha mãe tinha 5 anos, não foi certamente fácil
Mas da vida da tropa do meu avô Eleutério também existem elementos curiosos.
Foi alistado em 25 de setembro de 1922 para servir até aos 45 anos de idade pertencendo ao contingente de 1922.
Assentou praça em 12 de janeiro de 1923 e saiu em 22 de maio de 1924. Apresentou-se a última vez (na Granja do Marquez) em maio de 1936.
Veio a casar com a minha avó Joaquina Antunes, de Coutinho Afonso, em 23 de abril de 1927. Do casamento nasceram quatro filhos: Eduardo, António, Maria de Jesus e Jesuína.
O meu avô Eleutério Sebastião era Carreiro e trabalhava numa empresa de transformação de mármores/serração, propriedade de um Vistas. O seu trabalho era fazer o transporte de materiais para a serração de pedra numa carroça puxada por bois.
No dia em que faleceu, tinha ido durante a madrugada à Praia de Magoito ou à de S. Julião carregar areia. No regresso, cerca das 05H00, na descida de Morelena/Pero Pinheiro, na direção de Pero Pinheiro, quando travava a carroça, ter-se-á inclinado demasiado a manobrar o travão (manivela) e o seu casaco/capa prendeu-se numa das rodas, arrastando-o para debaixo do carro de bois.
Terá falecido no hospital de S. José no próprio dia do acidente, 13 de Dezembro de 1936.
Deixou a minha avó Joaquina com três crianças, mais uma ainda não nascida:
O meu tio Eduardo do lado direito do fotografia, a minha mãe ao cento e o meu tio António à esquerda; na barriga da minha avó a minha tia Jesuína.
A minha mãe tinha 5 anos, não foi certamente fácil
Mas da vida da tropa do meu avô Eleutério também existem elementos curiosos.
Foi alistado em 25 de setembro de 1922 para servir até aos 45 anos de idade pertencendo ao contingente de 1922.
Assentou praça em 12 de janeiro de 1923 e saiu em 22 de maio de 1924. Apresentou-se a última vez (na Granja do Marquez) em maio de 1936.
sábado, 6 de julho de 2013
A água em Coutinho Afonso
Nos tempos em que Coutinho Afonso não tinha água canalizada - o abastecimento de água foi concretizado pouco tempo antes do 25 de Abril -, a sua recolha era feita na fonte de mergulho, na "bica" do antigo lavadouro ou em poços particulares.
Depois de transportada, geralmente em bilhas de barro, era necessário armazena-la nas casas. Na casa da minha avó o reservatório principal da água para consumo era esta magnífica vasilha (fala-lhe a torneira):
O trabalho na pedra em Coutinho Afonso
Coutinho Afonso insere-se geograficamente no que se pode designar de "área dos mármores de Pero Pinheiro".
Para além do trabalho na agricultura, o "trabalho na pedra" era (e ainda o é em certa medida) o ganha-pão dos homens, que trabalhavam nas serrações de Cortegaça, Morelena, Palmeiros, Fação, Pero Pinheiro.
E essas serrações eram também escolas de formação: ao longo dos anos, quando a emigração era a única saída para uma vida dura, de exploração e miséria, era o ofício da pedra que proporcionava a saída para a emigração.
Os canteiros de Coutinho Afonso trabalharam em muitas das grandes obras deste país mas também pela Europa fora; da minha família, por exemplo, os meus tios trabalharam nas obras do santuário de Fátima e um deles deu o salto para Paris.
Mas Coutinho Afonso deu à luz muitos outros artistas canteiros - Joaquim Pechilga, na vertente da arte estatutária foi um deles, com excelentes obras reconhecidas e espalhadas pelo país - ver http://coutinho-afonso.blogspot.pt/2009/05/pedra-e-arte-de-bem-talhar-2-cadernos.html
É possível ainda hoje ver por Coutinho Afonso bons exemplos do trabalho da pedra, de elementos de cantaria nas construções, a outras "cantarias funcionais":
Para além do trabalho na agricultura, o "trabalho na pedra" era (e ainda o é em certa medida) o ganha-pão dos homens, que trabalhavam nas serrações de Cortegaça, Morelena, Palmeiros, Fação, Pero Pinheiro.
E essas serrações eram também escolas de formação: ao longo dos anos, quando a emigração era a única saída para uma vida dura, de exploração e miséria, era o ofício da pedra que proporcionava a saída para a emigração.
Os canteiros de Coutinho Afonso trabalharam em muitas das grandes obras deste país mas também pela Europa fora; da minha família, por exemplo, os meus tios trabalharam nas obras do santuário de Fátima e um deles deu o salto para Paris.
Mas Coutinho Afonso deu à luz muitos outros artistas canteiros - Joaquim Pechilga, na vertente da arte estatutária foi um deles, com excelentes obras reconhecidas e espalhadas pelo país - ver http://coutinho-afonso.blogspot.pt/2009/05/pedra-e-arte-de-bem-talhar-2-cadernos.html
É possível ainda hoje ver por Coutinho Afonso bons exemplos do trabalho da pedra, de elementos de cantaria nas construções, a outras "cantarias funcionais":
Rossio de Coutinho Afonso finalmente desocupado
No passado dia 01 de Maio publicamos aqui a resposta dos serviços dos SMAS de
Sintra acerca do estaleiro/barraca que invadiu o Rossio de Coutinho Afonso desde o início de 2012.
Eis a resposta:
Relativamente à reclamação/petição apresentada por V. Exa. em 17/02//2013, e após diligências efetuadas junto do SMAS - Serviços Municipalizados de Águas de Sintra, cumpre informar que, no que se refere ao estaleiro, a sua instalação no local enquadra-se no âmbito da empreitada Prolongamento de Redes no Concelho de Sintra – 2012, sendo que se prevê a sua conclusão em Outubro de 2013, data em que será efetuado o levantamento do mesmo.
A sua existência anterior a Setembro 2012 está relacionada com outra empreitada levada a cabo pelo referido serviço, a qual já se encontra concluída.
Certos da sua compreensão, agradecemos a oportunidade de colaboração dos munícipes para se ver prestado um melhor serviço pela Autarquia, alertando-nos para problemas que se vêem.
Bom, mas não é que no fim da semana passada fomos alertados para movimentações no largo do Rossio, que se tratavam exatamente de desmontar todo o "estaleiro", incluindo a tal barraca/contentor?
Ainda bem, diremos todos, os SMAS lá tiveram um rasgo de consciência perante ao abuso que foi a ocupação de um baldio de Coutinho Afonso para obras que nem sequer ainda pouco mais são que "virtuais"; e ainda por cima com um "qualidade" de estaleiro, que upa upa...
Mas também não podemos de pensar no raio de desorganização que vai por esses lados - em Maio garantiam que pelo menos até Outubro tínhamos de conviver com o mamarracho no meio da povoação, depois, subitamente, em Junho, vem tudo abaixo.
Bem, agora ficamos finalmente com todos as condições para o cumprimento da promessa do Sr. Presidente da Junta de Freguesia de Algueirão-Mem Martins para a construção do tal parque de merendas.
E o Sr. Presidente foi mesmo logo informado destas últimas movimentações, tendo feito uma rápida deslocação ao local. Só que entretanto foi agendada uma nova visita já com os moradores mas que ainda não foi concretizada.
Mas oh Sr. Presidente, o largo do Rossio aí está, grandioso, bonito, disponível; se quiser fazer o tal parque de merendas, nós apoiamo-lo - o que necessitamos é que o espaço seja dignificado, basta que seja limpo e que o possamos, nós e os que nos visitam, usar para lazer; claro que é necessário demarcá-lo bem ou mesmo vedá-lo; é que há lá umas terras que têm perninhas e vão descendo, descendo e ocupando o baldio... Conte connosco!
domingo, 19 de maio de 2013
Áreas para construção de moradias em Coutinho Afonso
Coutinho Afonso tem a sua população estabilizada há muito tempo, por força, entre várias razões, de um PDM que não se encontra ajustado, não disponibilizando áreas para construção, naturalmente controlada e integrada.
Assim, é com satisfação que recebemos a notícia de que se encontram disponíveis para venda alguns lotes para construção de moradias:
Assim, é com satisfação que recebemos a notícia de que se encontram disponíveis para venda alguns lotes para construção de moradias:
quarta-feira, 1 de maio de 2013
"Três situações a regularizar" - as respostas
Em Fevereiro passado enviamos à Câmara de Sintra e-mail colocando algumas situações que nos pareciam de "regularizar":
Eis as respostas:
Bem, pelo ficamos a saber o que faz actualmente aquele mamarracho no meio da povoação e que o vamos continuar a ter pelo menos até Outubro; apesar de continuarmos a duvidar da sua utilidade e, sobretudo, da necessidade de o manter no estado de degradação que a imagem documenta:
Um bem-haja à DMUR_Divisão de Mobilidade Urbana da CMS, ao Eng. Luís Dias e à sua equipa.
1. Mudança de localização de contentores de recolha de resíduos sólidos/ecoponto, por forma a possibilitar a sua utilização pela população em segurança, bem como a já prevista (pela DMUR da CMS) marcação de passadeira para peões – FOTO 1 e FOTO 2 em anexo.
2. Construção de pontão para passagem de peões, que possibilite a circulação dos habitantes sem que tenham de utilizar a faixa de rodagem; no passado ano foi solucionada (pela DSU1 da CMS) situação idêntica – FOTO 3 e FOTO 4 em anexo.
3. Remoção/regularização do estaleiro de obra dos SMAS que ocupa há mais de dois anos largo da povoação, causando impacto ao nível higiénico e da drenagem de águas pluviais, inviabilizando a sua utilização e a concretização de espaço de lazer previsto pela Junta de Freguesia e pela própria CMS; a manutenção deste estaleiro impedirá ainda a construção de passeio para peões que julgamos também prevista pela CMS – FOTO 5 + NOTÍCIA em anexo.
Eis as respostas:
- Da mudança dos contentores - resposta da empresa municipal HPEM:
Em resposta ao pedido para alteração da localização do conjunto de contentores de deposição de resíduos urbanos localizados no largo da localidade de Coutinho Afonso, vimos por este meio informar que a HPEM já procedeu à alteração solicitada.
Os equipamentos foram instalados na localização possível, considerando as limitações de espaço público existentes, analisada em conjunto com a DMUR.
- Do estaleiro no "Rossio" - respsota dos SMAS:
Relativamente á reclamação/petição apresentada por V. Exa. em 17/02//2013, e após diligências efetuadas junto do SMAS - Serviços Municipalizados de Águas de Sintra, cumpre informar que, no que se refere ao estaleiro, a sua instalação no local enquadra-se no âmbito da empreitada Prolongamento de Redes no Concelho de Sintra – 2012, sendo que se prevê a sua conclusão em Outubro de 2013, data em que será efectuado o levantamento do mesmo.
A sua existência anterior a Setembro 2012 está relacionada com outra empreitada levada a cabo pelo referido serviço, a qual já se encontra concluída.
Certos da sua compreensão, agradecemos a oportunidade de colaboração dos munícipes para se ver prestado um melhor serviço pela Autarquia, alertando-nos para problemas que se vêem.
Bem, pelo ficamos a saber o que faz actualmente aquele mamarracho no meio da povoação e que o vamos continuar a ter pelo menos até Outubro; apesar de continuarmos a duvidar da sua utilidade e, sobretudo, da necessidade de o manter no estado de degradação que a imagem documenta:
- Sobre a melhoria das condições de segurança dos habitantes-peões de Coutinho Afonso ainda não recebemos resposta, mas as coisas avançaram mesmo, como o comprovam as fotografias seguintes:
Um bem-haja à DMUR_Divisão de Mobilidade Urbana da CMS, ao Eng. Luís Dias e à sua equipa.
Subscrever:
Mensagens (Atom)









































