quarta-feira, 1 de maio de 2013

"Três situações a regularizar" - as respostas

Em Fevereiro passado enviamos à Câmara de Sintra e-mail colocando algumas situações que nos pareciam de "regularizar":


1. Mudança de localização de contentores de recolha de resíduos sólidos/ecoponto, por forma a possibilitar a sua utilização pela população em segurança, bem como a já prevista (pela DMUR da CMS) marcação de passadeira para peões – FOTO 1 e FOTO 2 em anexo.

2. Construção de pontão para passagem de peões, que possibilite a circulação dos habitantes sem que tenham de utilizar a faixa de rodagem; no passado ano foi solucionada (pela DSU1 da CMS) situação idêntica – FOTO 3 e FOTO 4 em anexo.
3. Remoção/regularização do estaleiro de obra dos SMAS que ocupa há mais de dois anos largo da povoação, causando impacto ao nível higiénico e da drenagem de águas pluviais, inviabilizando a sua utilização e a concretização de espaço de lazer previsto pela Junta de Freguesia e pela própria CMS; a manutenção deste estaleiro impedirá ainda a construção de passeio para peões que julgamos também prevista pela CMS – FOTO 5 + NOTÍCIA em anexo.

Eis as respostas:  
  • Da mudança dos contentores - resposta da empresa municipal HPEM:
Em resposta ao pedido para alteração da localização do conjunto de contentores de deposição de resíduos urbanos localizados no largo da localidade de Coutinho Afonso, vimos por este meio informar que a HPEM já procedeu à alteração solicitada.
Os equipamentos foram instalados na localização possível, considerando as limitações de espaço público existentes, analisada em conjunto com a DMUR.

  • Do estaleiro no "Rossio" - respsota dos SMAS:
Relativamente á reclamação/petição apresentada por V. Exa. em 17/02//2013, e após diligências efetuadas junto do SMAS - Serviços Municipalizados de Águas de Sintra, cumpre informar que, no que se refere ao estaleiro, a sua instalação no local enquadra-se no âmbito da empreitada Prolongamento de Redes no Concelho de Sintra – 2012, sendo que se prevê a sua conclusão em Outubro de 2013, data em que será efectuado o levantamento do mesmo.


A sua existência anterior a Setembro 2012 está relacionada com outra empreitada levada a cabo pelo referido serviço, a qual já se encontra concluída.

Certos da sua compreensão, agradecemos a oportunidade de colaboração dos munícipes para se ver prestado um melhor serviço pela Autarquia, alertando-nos para problemas que se vêem.

Bem, pelo ficamos a saber o que faz actualmente aquele mamarracho no meio da povoação e que o vamos continuar a ter pelo menos até Outubro; apesar de continuarmos a duvidar da sua utilidade e, sobretudo, da necessidade de o manter no estado de degradação que a imagem documenta:


 
  • Sobre a melhoria das condições de segurança dos habitantes-peões de Coutinho Afonso ainda não recebemos resposta, mas as coisas avançaram mesmo, como o comprovam as fotografias seguintes:
Sem a construção de passeios na povoação (o que se aguarda desde tempos imemoriais), não parece haver mais a fazer em termos de segurança rodoviária - a colocação de outra passadeira, nomeadamente na proximidade do semáforo apresentado na fotografia, não será possível sem a existência desses passeios.

Um bem-haja à DMUR_Divisão de Mobilidade Urbana da CMS, ao Eng. Luís Dias e à sua equipa.

sábado, 16 de março de 2013

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Três situações a regularizar

Mais uma insistência para a resolução de três situações que se mantêm há muito tempo em Coutinho Afonso - e-mail enviado hoje aos serviços do Gabinete de Apoio ao Munícipe da Câmara Municipal de Sintra:

Exmos. Senhores
Venho pelo presente solicitar a V. atenção para três aspectos da povoação de Coutinho Afonso que, não obstante serem já do conhecimento de V. Exas. Há bastante tempo, não se apresentam ainda solucionadas.

Assim:

1. Mudança de localização de contentores de recolha de resíduos sólidos/ecoponto, por forma a possibilitar a sua utilização pela população em segurança, bem como a já prevista (pela DMUR da CMS) marcação de passadeira para peões – FOTO 1 e FOTO 2 em anexo.


2. Construção de pontão para passagem de peões, que possibilite a circulação dos habitantes sem que tenham de utilizar a faixa de rodagem; no passado ano foi solucionada (pela DSU1 da CMS) situação idêntica – FOTO 3 e FOTO 4 em anexo.
3. Remoção/regularização do estaleiro de obra dos SMAS que ocupa há mais de dois anos largo da povoação, causando impacto ao nível higiénico e da drenagem de águas pluviais, inviabilizando a sua utilização e a concretização de espaço de lazer previsto pela Junta de Freguesia e pela própria CMS; a manutenção deste estaleiro impedirá ainda a construção de passeio para peões que julgamos também prevista pela CMS – FOTO 5 + NOTÍCIA em anexo.


Agradecemos a V. resposta às questões colocadas.

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Centenário de Jesuína Antunes - 2

Ainda o centenário de Jesuína Domingas Antunes, a mais idosa conterrânea de Coutinho Afonso: um jornal regional da Malveira publicou no passado dia 1 uma notícia sobre o seu 100.º aniversário:

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Centenário de Jesuína Antunes

Hoje, dia 09 de Janeiro de 2013, Jesuína Domingas Antunes, faz 100 anos.

Jesuína é hoje a mais antiga natural de Coutinho Afonso viva - desejamos que conte muitos mais anos.

Filha (gémea, com Basalisa Domingas Antunes) de Vicente Antunes e de Jacinta Domingos, Jesuína foi casada com Álvaro. Residiu cerca de 20 anos no Brasil, em Recife, tendo desde o seu regresso vivido novamente em Coutinho Afonso. Há pouco tempo a saúde não permitiu que continuasse a viver sózinha, tendo passado a residir com a sua filha única, Rosália, que todos os domingos volta com a sua mãe à casa de Coutinho Afonso.



Artigo do jornal "A Pena" de 2002 sobre as gémeas Jesuína e Basalisa

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Cortegaça, apontamentos da sua história

Sobre Cortegaça, apresentamos de seguida alguns apontamentos da história desta antiquíssima povoação.


Em 1527, por ordem de D. João III, é realizado o primeiro censo nacional, no qual consta que a freguesia de Montelavar era composta por duas vintenas*, a de Montelavar e a de Cortegaça.

Em 1712, no livro “Corografia Portuguesa”, de Carvalho da Costa, é apresentada uma lista de povoações da freguesia de Montelavar, onde consta: “(…) Cortegaça, com huma Ermida de N. Senhora da Salvação”.

Em 21 de Novembro de 1716, por ordem do rei D. João V, o juiz de fora de Sintra Damião Correia Leitão dá conta dos lugares existentes no concelho, referindo Cortegassa como uma das povoações da freguesia de Montelavar.

Em 1728 o documento conhecido por “Calçadas de Runa” apresenta uma perspetiva populacional de Sintra. Na freguesia de Montelavar são listadas as vintenas de Montelavar e a de Cortegaça, a primeira com 115 habitantes e um tributo** de 9.340 réis e a de Cortegaça com 46 habitantes e 8.340 réis de tributo.

Na sequência do terramoto de 1755 o Marquês de Pombal ordenou a realização das “Memórias Paroquiais”, um interrogatório enviado aos párocos para que estes inquirissem a população. O resultado desses inquéritos é publicado em 1758, referindo que o termo Sintra possui 22 vintenas, sendo que a “Ventena de Cortegasa tem quatorze lugares = Cortegasa, Continha Fonso, Barouta, Maria Dias, Palmeyras, Quintanellas, Das Gozmas, Das Vivas, Sam Miguel, Condado, Cabrafiga, Lapas, Urnal, Mourelena”.

Em 1838 foi publicado o livro “Cintra Pinturesca”, do Visconde de Juromenha, aí constando que Cortegaça possuía 24 fogos.


Notas:

*Vintena - A vintena foi uma forma arcaica de organização administrativa do território, já referenciada nas Ordenações Afonsinas, extinta com o Liberalismo, que agrupava vinte vizinhos, ou seja, chefes de família, em torno de uma 'cabeça', que correspondia a um lugar ou aldeia.

Cada vintena tinha o seu juiz, eleito pela vereação camarária, estando subordinado ao juiz de fora ou ordinário (…). - in http://arquivomuseualenquer.blogspot.pt/2011/10/antiga-vintena-do-camarnal.html)


**Tributo - É toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada. Tributo é a obrigação imposta as pessoas físicas e pessoas jurídicas de recolher valores ao Estado, ou entidades equivalentes (p. e. tribos e grupos revolucionários). É vulgarmente chamado por imposto, embora tecnicamente este seja mera espécie dentre as modalidades de tributos. - in http://pt.wikipedia.org/wiki/Tributo)



Fontes:

• AZEVEDO, José Alfredo da Costa - Memórias do Tempo. Sintra: Câmara Municipal de Sintra, 1998

• COUTO, Ana;  com o apoio de Lina Andrês, Presidente da Junta de Freguesia de Montelavar - Proposta de Lei (de elevação de Montelavar a vila). Jornal de Sintra, 2000-06-19

• JUROMENHA, Visconde de - Cintra Pinturesca. Reimpressão anastática da edição original de 1838. Sintra: Câmara Municipal de Sintra, 1990

As filhós

O Natal de 2012 já lá vai, mas está ainda fresca a memória das melhores filhoses de Coutinho Afonso - as da minha mãe.