Ainda o centenário de Jesuína Domingas Antunes, a mais idosa conterrânea de Coutinho Afonso: um jornal regional da Malveira publicou no passado dia 1 uma notícia sobre o seu 100.º aniversário:
Coutinho Afonso é uma pequena aldeia da freguesia de Algueirão-Mem Martins, no concelho de Sintra. Situa-se no nordeste dessa freguesia, no limite com a de Pero Pinheiro, possuindo actualmente cerca de 100 habitantes.
terça-feira, 12 de fevereiro de 2013
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
Centenário de Jesuína Antunes
Hoje, dia 09 de Janeiro de 2013, Jesuína Domingas Antunes, faz 100 anos.
Jesuína é hoje a mais antiga natural de Coutinho Afonso viva - desejamos que conte muitos mais anos.
Filha (gémea, com Basalisa Domingas Antunes) de Vicente Antunes e de Jacinta Domingos, Jesuína foi casada com Álvaro. Residiu cerca de 20 anos no Brasil, em Recife, tendo desde o seu regresso vivido novamente em Coutinho Afonso. Há pouco tempo a saúde não permitiu que continuasse a viver sózinha, tendo passado a residir com a sua filha única, Rosália, que todos os domingos volta com a sua mãe à casa de Coutinho Afonso.
Jesuína é hoje a mais antiga natural de Coutinho Afonso viva - desejamos que conte muitos mais anos.
Filha (gémea, com Basalisa Domingas Antunes) de Vicente Antunes e de Jacinta Domingos, Jesuína foi casada com Álvaro. Residiu cerca de 20 anos no Brasil, em Recife, tendo desde o seu regresso vivido novamente em Coutinho Afonso. Há pouco tempo a saúde não permitiu que continuasse a viver sózinha, tendo passado a residir com a sua filha única, Rosália, que todos os domingos volta com a sua mãe à casa de Coutinho Afonso.
terça-feira, 1 de janeiro de 2013
Cortegaça, apontamentos da sua história
Sobre Cortegaça, apresentamos de seguida alguns apontamentos da história desta antiquíssima povoação.
Em 1527, por ordem de D. João III, é realizado o primeiro censo nacional, no qual consta que a freguesia de Montelavar era composta por duas vintenas*, a de Montelavar e a de Cortegaça.
Em 1712, no livro “Corografia Portuguesa”, de Carvalho da Costa, é apresentada uma lista de povoações da freguesia de Montelavar, onde consta: “(…) Cortegaça, com huma Ermida de N. Senhora da Salvação”.
Em 21 de Novembro de 1716, por ordem do rei D. João V, o juiz de fora de Sintra Damião Correia Leitão dá conta dos lugares existentes no concelho, referindo Cortegassa como uma das povoações da freguesia de Montelavar.
Em 1728 o documento conhecido por “Calçadas de Runa” apresenta uma perspetiva populacional de Sintra. Na freguesia de Montelavar são listadas as vintenas de Montelavar e a de Cortegaça, a primeira com 115 habitantes e um tributo** de 9.340 réis e a de Cortegaça com 46 habitantes e 8.340 réis de tributo.
Na sequência do terramoto de 1755 o Marquês de Pombal ordenou a realização das “Memórias Paroquiais”, um interrogatório enviado aos párocos para que estes inquirissem a população. O resultado desses inquéritos é publicado em 1758, referindo que o termo Sintra possui 22 vintenas, sendo que a “Ventena de Cortegasa tem quatorze lugares = Cortegasa, Continha Fonso, Barouta, Maria Dias, Palmeyras, Quintanellas, Das Gozmas, Das Vivas, Sam Miguel, Condado, Cabrafiga, Lapas, Urnal, Mourelena”.
Em 1838 foi publicado o livro “Cintra Pinturesca”, do Visconde de Juromenha, aí constando que Cortegaça possuía 24 fogos.
Notas:
*Vintena - A vintena foi uma forma arcaica de organização administrativa do território, já referenciada nas Ordenações Afonsinas, extinta com o Liberalismo, que agrupava vinte vizinhos, ou seja, chefes de família, em torno de uma 'cabeça', que correspondia a um lugar ou aldeia.
Cada vintena tinha o seu juiz, eleito pela vereação camarária, estando subordinado ao juiz de fora ou ordinário (…). - in http://arquivomuseualenquer.blogspot.pt/2011/10/antiga-vintena-do-camarnal.html)
**Tributo - É toda prestação pecuniária compulsória, em moeda ou cujo valor nela se possa exprimir, que não constitua sanção de ato ilícito, instituída em lei e cobrada mediante atividade administrativa plenamente vinculada. Tributo é a obrigação imposta as pessoas físicas e pessoas jurídicas de recolher valores ao Estado, ou entidades equivalentes (p. e. tribos e grupos revolucionários). É vulgarmente chamado por imposto, embora tecnicamente este seja mera espécie dentre as modalidades de tributos. - in http://pt.wikipedia.org/wiki/Tributo)
Fontes:
• AZEVEDO, José Alfredo da Costa - Memórias do Tempo. Sintra: Câmara Municipal de Sintra, 1998
• COUTO, Ana; com o apoio de Lina Andrês, Presidente da Junta de Freguesia de Montelavar - Proposta de Lei (de elevação de Montelavar a vila). Jornal de Sintra, 2000-06-19
• JUROMENHA, Visconde de - Cintra Pinturesca. Reimpressão anastática da edição original de 1838. Sintra: Câmara Municipal de Sintra, 1990
As filhós
O Natal de 2012 já lá vai, mas está ainda fresca a memória das melhores filhoses de Coutinho Afonso - as da minha mãe.
sábado, 29 de dezembro de 2012
Algueirão Velho - o jardim
Dulce Pinto, no seu livro "Descobrir Algueirão-Mem Martins" (Ed. Autor, 1998; pág.83), descreve-o assim:
Em Março de 1964 era este o aspecto do jardim:
Alguns documentos que cremos respeitarem à sua construção:
Fotografias do jardim na actualidade:
Algueirão/Mercês - o Pinhal do Escouto
Numa altura em que não existiam na zona quaisquer parques ou jardins na região (bem, 50 anos depois, também ainda se contarão pelos dedos!), o Pinhal do Escouto era uma espécie de parque urbano onde se realizavam os piqueniques dominicais e outras actividades de lazer da área de Algueirão, Mercês e Rinchoa; pessoalmente, foi também o local de "cura" da tosse convulsa que tive em miúdo.
Um dos principais pólos de atracção do Pinhal do Escouto era a sua fonte, que não só alimentava os piqueniques, mas que também era transportada pelos habitantes para consumo nas suas casas.
Em 1998 a fonte já se apresentava em ruína, como nos diz Dulce Pinto no seu livro "Descobrir Algueirão-Mem Martins" (Ed. autor, 1998; pág. 74/75):
O estado de degradação da fonte do Pinhal do Escouto veio a agravar-se, apresentando hoje o estado que as fotos atestam:
domingo, 2 de dezembro de 2012
A Gilbardeira, a flor do Natal
Estamos a caminho do Natal, e as Gilbardeiras cá estão, com o seu tronco de um verde muito forte e as bolinhas muito vermelhas.
Já falamos da Gilbardeira anteriormente em (http://coutinho-afonso.blogspot.com/2009/12/gilbardeira-flor-do-natal.html):
Já falamos da Gilbardeira anteriormente em (http://coutinho-afonso.blogspot.com/2009/12/gilbardeira-flor-do-natal.html):
A Gilbardeira, também conhecida em Coutinho Afonso como "Javardeira", era um dos símbolos do Natal da minha infância em Coutinho Afonso.
Nas semanas anteriores ao Natal, ia-se ao Penedo e colhia-se aí o musgo
e também a Gilbardeira, tendo o cuidado de não deixar que as suas "bolinhas" vermelhas caíssem; estas flores/arbustos eram colocadas numa jarra com água e mantinham-se verdes até muito depois do Natal. Depois de secas ainda podiam servir para "vasculhos".
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