Como se verifica, não existiam ainda ruas asfaltadas e muito menos as estradas de ligação às Raposeitas e ao Algueirão. Não foi assim há tanto tempo...
Coutinho Afonso é uma pequena aldeia da freguesia de Algueirão-Mem Martins, no concelho de Sintra. Situa-se no nordeste dessa freguesia, no limite com a de Pero Pinheiro, possuindo actualmente cerca de 100 habitantes.
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
O Rossio em 1977
Como se verifica, não existiam ainda ruas asfaltadas e muito menos as estradas de ligação às Raposeitas e ao Algueirão. Não foi assim há tanto tempo...
A fonte de Coutinho Afonso - 3
Em 28.Dez.2008 descrevemos a fonte e as suas origens e abordamos aspectos à volta dos vários projectos/autores da recuperação da fonte tal como a conhecemos hoje.
Descobrimos entretanto mais algumas referências na imprensa local à fonte e à(s) sua(s) recuperação, que apresentamos de seguida:
Folheto da Junta de Freguesia editado em 2000 (?), divulga "Projecto de Recuperação de Fontes Tradicionais" da freguesia, entre as quais a de Coutinho Afonso:Artigo no jornal "A Pena" de 27.Jul.2000:
Outros (ano de 2000):

Entretanto, em 31.Out.2010 fizemos mais uma referência à fonte, desta vez do seu "enquadramento" - os contentores de recolha de lixo. Foto da altura:
Pois, na realidade desde essa altura, como se constata da seguinte fotografia (actual), a situação alterou-se: o tipo de contentores foi mudado!
Mais comentários para quê?
domingo, 1 de janeiro de 2012
O presépio
sábado, 10 de dezembro de 2011
Gilbardeira, a flor do Natal



A Gilbardeira, também conhecida em Coutinho Afonso como "Javardeira", era
um dos símbolos do Natal da minha infância em Coutinho Afonso.
Nas semanas anteriores ao Natal, ia-se ao Penedo e colhia-se aí o musgo
e também a Gilbardeira, tendo o cuidado de não deixar que as suas "bolinhas"
vermelhas caíssem; estas flores/arbustos eram colocadas numa jarra com água e
mantinham-se verdes até muito depois do Natal. Depois de secas ainda podiam
servir para "vasculhos".
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Festas de N. S. da Luz em Cortegaça
Da procissão das velas de ontem à noite, algumas fotos da sua saída de Coutinho Afonso:
(...) A que aqui se realiza - a da Nossa Sra da Natividade - é um acontecimento local de grande importância. Caiam-se as casas, asseia-se tudo e as raparigas estreiam fatos novos. Êles querem encorporar-se todos na procissão, aonde vão com a maior compostura. São quasi todos festeiros. As oferendas de trigo, de azeite, de cêra e galinhas são frequentes. Os cargos têm grande pitoresco. Consistem êstes num certo número de bolos feitos com farinha de trigo (um alqueire ou meio alqueire, conforme a promessa), açucar, limão, canela, e pinceladas por fora a gema de ôvo. A êsses bolos dá-se o nome de fogaças. Há as redondas e elípticas, com os bordos multilobulados. Na sua face superior há um
enfeite serpentifome. Esta figura ofidica representa vestígio de um culto pré-histórico, há muito perdido. O povo não sabe o que quer dizer aquele desenho.
São as fogaças colocadas numa armação de madeira a que dão o nome de cepo. Êste consta dum pau arredondado, mas de diâmetro sucessivamente maior decima para baixo. A sua altura varia entre 0.8m e 1m. O todo assenta sobre uma base mais ou menos floreada. Aqueles têm diferentes alturas, conforme o tamanho das fogaças, que se prendem à haste vertical por um dos seus bordos, com uma fita. Sobre as rodelas de madeira colocam-se as de forma arredondada. O cepo é forrada de papel de seda, depois tudo é envolvido por largas fitas de seda, de cores variadas. Na extremidade superior espeta-se uma maçã e nesta, em forma de pendão ou bandeira o registo de Nossa Sra da Natividade. Quatro arcos de flores de papel e envolvem a maçã. O cargo tem direito a uma medalha especial.
Na manhã do primeiro domingo de Setembro, a música percorre as ruas de Mem Martins, apresenta cumprimentos ao juiz e faz a recolha dos 'cargos' que são conduzidos em procissão à capela no Rossio da Fonte. Então uma mulher transporta-os à cabeça, acompanhada por um homem, todos asseados, fazendo brilhar ao sol as medalhas dos festeiros, ricas às vezes em ornamentação.
Depois os 'cargos' são benzidos e leiloados à porta da capela as respectivas forgaças. Eu não gosto dêstes bolos mas há quem os aprecie muito. Atingem às vezes bem bom dinheiro.Joaquim Fontes - professor da faculdade de Medicina, arqueólogo, vereador em Sintra, secretário-geral, conservador do museu de Odrinhas, sócio honorário e presidente da Associação de Arqueólogos Portugueses durante dezassete anos .
domingo, 4 de setembro de 2011
Aniversario das "Raposas Sem Eira"


sábado, 3 de setembro de 2011
Festas de N. S. da Luz em Cortegaça e Coutinho Afonso
As festas iniciam-se no dia 07 de Setembro, às 21H30, com a Procissão das Velas, com saída de Coutinho Afonso. Às 22H30 realiza-se um baile com o conjunto "Enigma 3".
No dia 08 - dia de N. Sra. da Luz -, inicia-se às 15H30 em Coutinho Afonso a recolha dos tradicionais cargos, após o que, às 16H30, se realiza a Missa Solene, seguida da Procissão. Às 18H30 é a abertura do Arraial e concerto pela Sociedade Filarmónica I. F. R. das Lameiras; às 22H00 baile com o conjunto "Renascer".
Dia 09 realiza-se às 18H00 a tradicional garraiada, e às 22H00 mais um baile com o conjunto "Magos do Ritmo" e a actuação do Grupo de Concertinas de Filipe Oliveira.
As festas de 2011 encerram no dia 10, às 17H00, com uma tarde do folclore pelos Rancho Folclórico "As Lavadeiras do Sabugo" e Rancho Folclórico da Casa do Minho em Lisboa.
Um agradecimento à Maria Gertrudes pelo cartaz das festas.



Artigo no jornal "A Pena" de 27.Jul.2000:
Outros (ano de 2000):


