domingo, 26 de julho de 2009

O casal de Maria Dias

O casal de Maria Dias é um pequeno povoado implantado na serra com o mesmo nome, a sudoeste de Coutinho Afonso.
Desconhecemos a razão do nome e quase tudo da sua história. Mas a sua origem é certamente muito remota; alguns dados:
  • Em 1758, nas "Memórias Paroquiais" mandadas fazer pelo Marquês de Pombal", era referido que Maria Dias tinha duas famílias com seis pessoas (citado por José Alfredo da Costa Azevedo em "Velharias de Sintra"). Nessa altura Coutinho Afonso tinha cinco famílias com vinte e seis pessoas.
  • Em 1835 o livro "Cintra Pinturesca", de Visconde de Juromenha, indicava que Maria Dias tinha dois fogos. Coutinho Afonso teria 7 fogos e o Algueirão 43.

  A habitação e a fonte apresentados nas fotografias são elementos do nosso património que merecem ser estudados e preservados.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Coutinho Afonso e as eleições autárquicas

No próximo dia 11 de Outubro realizam-se as eleições para as autarquias.

Sob pena de Coutinho Afonso continuar a ser a povoação mais abandonada da freguesia de Algueirão-Mem Martins, estará na altura de começarmos a reflectir no que queremos (ou não queremos) para os próximos anos.

Sem qualquer intenção de propagandear o voto em qualquer força política - claro que tenho as minhas opções, mas não é neste blogue que as vou divulgar -, creio ser útil recordar algumas das "más práticas"


Assim, cá vai uma carta enviada em Março de 2007 ao actual Presidente da Junta de Freguesia que nunca veio a ter a única resposta possível - a resolução!:









segunda-feira, 29 de junho de 2009

"Recordação do Algueirão"!

Quem diria que o Algueirão também já teve recordações/lembranças (souvernirs, recuerdos)?

Pois há para aí 50/60 anos vendiam-se pelo menos nas lojas do Crispim Lopes Miranda estas canecas:








Canecas em louça: 76 mm (altura) x 80 mm (diâmetro da boca). Marca no fundo - "DESOL"


Também há cerca de 50 anos eram vendidos copos com a imagem da nova igreja (inaugurada em 15 de Agosto de 1960) e a indicação "Lembrança do Algueirão":




Copo em vidro: 142 mm (altura) x 72 mm (diâmetro da boca)

sábado, 27 de junho de 2009

A Estação Arqueológica da "Casa Caída"

Coutinho Afonso é uma terra antiquíssima e rica em vestígios do passado.
De alguns desses vestígios centenários já falámos, agora vamos procurar identificar outros ainda muito mais antigos:
Mesmo no interior da povoação, em 1966 o arqueólogo João José Fernandes Gomes identificou a "estação paleolítica de superfície da Casa Caída".
Para tentarmos situar esses tempos na história, apresentamos um quadro com os períodos da Pré-história (e também da Proto-história), com as suas datas aproximadas:
Pré-história:
  • Paleolítico* = 600.000 a. C. - 8.000 a. C.
  • Mesolítico (ou Epipaleolítico) = 8.000 a. C. - 5.000 a. C.
  • Neolítico = 5.000 a. C. - 2.000 a. C.
Proto-história:
  • Eneolítico (ou Calcolítico, ou Idade do Cobre) = 3.100 a. C. - 2.000 a. C.
  • Bronze = 2.000 a. C. - 800 a. C.
  • Ferro = 800 a. C. - 200 a. C.
*Paleolítico:
  • Paleolítico Superior (ou Antigo) = 600.000 a. C. - 100.000 a. C.
  • Paleolítico Médio = 100.000 a. C. - 40.000 a. C.
  • Paleolítico Inferior = 40.000 a. C. - 8.000 a. C.
O arqueólogo publicou a sua descoberta em 1970 na revista do então Instituto Português de Arqueologia, História e Etnografia "Ethnos", da qual apresentamos abaixo as páginas alusivas.
Destacamos entretanto a história dessa descoberta: o arqueólogo encontrava-se em escavações na estação arqueológica "Penedo da Cortegaça" (situada no Penedo, na fronteira de Coutinho Afonso com Cortegaça - de que falaremos oportunamente), onde encontrou materiais/vestígios de uma época anterior à dessa estação; a hipótese que colocou foi a de que os povos do Penedo teriam recolhido essas peças nas imediações e as transportassem para o seu povoado.
Assim, efectuando prospecção a Sudoeste do Penedo, encontrou várias outras peças do período paleolítico no terreno agrícola Casa Caída. A partir desse espólio, das suas "técnicas", poder-se-á situar a estação da Casa Caída no tempo - as peças encontradas e as respectivas técnicas estão identificadas na página 153 da revista e desenhadas na figura 1 apresentada abaixo:
  • Tayacense, Chelense - Paleolítico Superior (Hominídeos)
  • Tayaco-Musteierense - Paleolítico Superior/Paleolítico Médio
  • Mustierense - Paleolítico Médio (Homem de Neandertal)
Ou seja, a estação arqueológica da Casa Caída datará do Paleolítico Superior (600.000 a 100.000 anos antes de Cristo), mantendo a sua ocupação pelo menos até ao Paleolítico Médio (100.000 a 40.000 anos antes de Cristo).
Os naturais e habitantes de Coutinho Afonso podem de facto orgulhar-se de pertencerem a um dos poucos locais escolhidos pelos primeiros seres humanos para viver!
Uma última palavra, para agradecimento à Lisete pela ajuda para a publicação destes elementos, só possível graças a ela.


domingo, 21 de junho de 2009

Nova habitante

Há algum tempo foi abandonada em Coutinho Afonso uma simpática cadela, que tem vindo a merecer o carinho dos seus habitantes.


As autoridades também têm colaborado: o Gabinete Médico Veterinário da Câmara veio na semana passada dar a sua ajuda - levaram a cadelita ao canil municipal onde a trataram, voltando a devolvê-la ao seu "canto".

Muitos dos habitantes de Coutinho Afonso vão alimentando o pobre animal, procurando contrariar a imbecilidade dos humanos que a abandonaram.

Álbuns de fotografias - burros

O meio de transporte de antigamente. Cinco fotografias de habitantes com seus burros:






domingo, 14 de junho de 2009

Álbuns de fotografias - As festas

Iniciamos hoje a publicação de algumas fotografias dos álbuns de família de naturais ou residentes de Coutinho Afonso, gentilmente cedidas pelos seus proprietários.

Três fotografias das festas: